segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bad Brains - Bad Brains (1982)


01. Sailin’ On
02. Don’t Need It
03. Attitude
04. The Regulator
05. Banned In D.C.
06. Jah Calling
07. Supertouch / Shitfit
08. Leaving Babylon
09. Fearless Vampire Killers
10. I
11. Big Take Over
12. Pay To Cum
13. Right Brigade
14. I Luv I Jah
15. Intro


Um dos discos que mudaram a minha idéia sobre criatividade dentro do Hardcore. Vindos anteriormente de uma bande Jazz Fusion, que, ao ouvirem o "Never Mind the Bollocks" do Sex Pistols, piraram no som e se transformaram numa das primeiras bandas de Hardcore dos EUA (alguns atribuem ao The Germs, outros ao Minor Threat, o velho pioneirismo besta), as bases do Bad Brains são no mínimo inusitadas!

Mais inusitado ainda é ficar ouvindo esse disco cheio de pérolas da música rápida dos anos 80 e de repente começa um Reggae Roots marofadíssimo! Algo que sempre surpreende quem ouve pela primeira vez e está desavisado que os negões punk também eram adeptos da religião rastafari e faziam todos os revoltados dos antros musicais subversivos, como o CBGB, dançarem ao som do ritmo caribenho e fazerem a babilônia cair um pouco mais.

Essa idéia de não se limitar musicalmente seguiu a banda por toda a sua carreira, aonde mais tarde passaram fazer uma mistura de heavy metal com música funk, aonde muitos dizem também terem sido os primeiros, o que faz do Bad Brains uma banda muito importante na história da música contracultural de uma forma geral, levantando sempre a bandeira da união de estilos musicais, quebrando barreiras e preconceitos aonde suas músicas são executadas!

Presenteio vocês com duas pérolas dessa banda, nus videozinhos postados no youtube, esse maravilhoso canal aonde podemos encontrar TUDO que quisermos (ou praticamente tudo) aonde os caras tocam "Banned in DC e How Long a Punk can Get" no ano de lançamento desse disco que posto aqui, e outro vídeo da primeira passagem da banda pela América Latina, que também passou por recife, aonde eles tocaram no Festival Abril pro Rock. Infelizmente o vocalista original, o malucão do HR, não estava se dando bem com o restante da banda, quem deu os berros foi Israel Joseph I, que gravou os vocais no disco "Rise". Para mim que estava lá curtindo o show de perto, não fez diferença nenhuma! O show foi estigado do começo ao fim e o cara mandou muito bem.

O vídeo do show em recife foi todo filmado pelo Canibal, vocalista da banda Devotos, que ao meu ver é a banda mais influenciada pelo Bad Brains aqui no Brasil. Na grande maioria dos shows do Devotos que ouvi falar que teve e nos dois shows que tive o prazer de pogar muito (no querido e finado galpão 14 e outro no ponto de cem réis) ele estava com sua camisa do Bad Brains. Cliquem nessa belezura de momento histórico da música bixo-grilense em geral!


em recife:

Lock Up – Necropolis Transparent (2011)



01. Brethren of the Pentagram (1:36)
02. Accelerated Mutation (2:47)
03. The Embodiment of Paradox and Chaos (1:52)
04. Necropolis Transparent (1:58)
05. Parasite Drama (3:01)
06. Anvil of Flesh (2:26)
07. Rage Incarnate Reborn (3:11)
08. Unseen Enemy (2:21)
09. Stygian Reverberations (2:13)
10. Life of Devastation (2:30)
11. Roar of a Thousand Throats (2:10)
12. Infiltrate and Destroy (2:39)
13. Discharge the Fear (3:36)
14. Vomiting Evil (2:36)
15. Stigmatyr (Bonus Track) (1:52)
16. Through the Eyes of My Shadow Self (2:28)
17. Tartarus (Instrumental) (3:19)



Novo disco dessa banda de Death Grind muito extrema, intensa. A banda da mais uma aula de Grindcore com seu time "estrelas" da música extrema: Tomas Lindberg no Vocal (tocou no At The Gates, Disfear), Shane Embury no Baixo (Napalm Death, Brujeria, Venomous Concept, etc), Nicholas Barker na batera (Dimmu Borgir, Cradle of Filth, Exodus, etc), Anton Reisenegger tocando guitarra (Pentagram, Criminal e Inner Sanctum) ou seja, em se tratando de qualidade de execução dos instrumentos, é pura maestria grindcoreana porra-louquice dos inferno!

Como não podia deixar de ser, produção de primeira! Infelizmente não pude ler as letras desse disco ainda, mas imagino que continuam bem pensadas, como são as dos outros discos da banda. Apesar de recente, a banda excursiona pelo mundo inteiro desde o primeiro lançamento, justamente por conta de todos os maluquetes da HORDA serem conhecidos no meio anti-musical extremo, pelo seus outros discos em diveeeeeersas outras bandas, fica fácil demais pra circular pelo mundo. Até mesmo aonde as pessoas combatem a "fama", ela acaba estando presente, só em outro contexto.

Enfim...baixem e ouçam essa desgraceira musical!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dalva Suada - EP (2011)


Novo EP do Dalva Suada, seu segundo lançamento. Esse veio pra consolidar a veia rock de deserto da banda, com bastante experimentalismo roqueiro, guitarras intensas, linhas de baixo inusitadas sem serem forçadas, passeando por diversos ritmos distorcidos, gerando momentos psicoativantes maravilhosos, que indico pra qualquer um que goste de música rock de uma forma geral e não tem frescura de ouvir novos tipos de som. Sim, ainda da pra fazer coisa nova dentro da cozinha básica da música, sem muita firula e mesmo assim ser genial.

Quem fez essa arte louca, viajando no cérebro de um amante de todas as Dalvas que adoram ficar suadinhas foi o Thiago Trapo, que também mandou sua arte no EP do Ubella Preta, o cara manda bem demais, no arquivo tem todo o encarte pra vocês se deliciarem com tantas camadas de arte. Aproveitem bem!

Dalva Suada é:

Daniel Jesi - Baixo
Marcelo Pirazz - Vocal
Felipe Augusto - Guitarra
Nildo Gonzales - Bateria

Myspace:

TNB:

Twitter:
@dalvasuada

Tracklist:

1 Amarelo
2 Cabritado
3 Inseto Castanho
4 Boca Seca

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Facão 3 Listras - Demo


01. intro
02. circus
03. vingança
04. a iconoclastia a serviço do bairro
05. garoto propaganda
06. macaco velho não mete mão em cumbuca
07. boicotando na fome do sertão nordestino
08. estarei de pé
09. paz a gente que faz
10. prece
11. metáforas
12. os fabulosos cães amestrados da brigada militar
13. dos fanzines de papel para os fotolog, foi um grande avanço tecnológico!
14. coprofilia do capitalismo
15. do livro do henry miller ao disco da banda do henry rollins
16. abegeatarios


Uma banda com esse tipo de nome só não pode ser muito romântico. Um arquivo muito inusitado que baixei no finado Fórum Suicídio Social, antigo MP3 Punk Hardcore (que antes era apenas uma comunidade no orkut), com poucas informações relacionadas a banda, apenas descrevia o som como sendo uma mistura de Grindcore com SANFONA. Baixei na hora. Confesso que gosto muito de sons bizarros assim, ainda mais sendo do Brasil, não tinha como deixar passar esse disco.

Vocal muito anti-musical mesmo, incompreensível sem as letras, mas com um instrumental muito bem executado por essa cambada tronxa do Rio Grande do Sul, mais específicamente de São Antônio da Patrulha, que faziam parte de uma banda de Hardcore Oitentista que alcançou um certo renome nacionalmente, a Ornitorrincos. Pergunta pra qualquer ouvinte constante de Hardcore Brazuca, sem dúvida ja ouviu falar.

Impossível não associar o lado comédia ao som da banda. E eles fazem questão de destacar isso em seu Myspace, com um texto muito engraçado sobre como surgiu a banda e como eles se definem musical e ideologicamente.

Para ouvir antes de baixar:

Integrantes:
Tchakera - Guitarra
Gabriel - Bateria
Daniel - Voz
Insekto - Voz
Renatero Gaitinho - Acordeão
Feliphe - Baixo

Infelizmente não achei vídeos da banda se apresentando ao vivo.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Atlas Losing Grip - State of Unrest (2011)

01. Logic
02. Bitter blood
03. All in a days work
04. Unrest
05. Different hearts, different minds
06. Numb
07. Contemplation
08. Feed the fire
09. Closer to the end
10. Hook, line and sinker
11 Black hole
12. Voracious appetite
13. Heartsease



Ainda bem que o Rodrigo, vocalista da extinta Satanic Surfers, não parou de produzir música, pois o hardcore iria perder um dos seus compositores mais criativos, além de uma grande voz.

O ano de 2011 ja presenteia os apreciadores de Hardcore melódico, incluindo todos os ouvintos do Satanic Surfers, que deixou uma legião de fãs, inclusive aqui no Brasil. A banda passou por aqui pouco antes de encerrar suas atividades, uma pena ter perdido o show que teve em Sergipe, tão perto daqui de João Pessoa mas fiquei naquela de "próxima vez eu vou". Me fudi.

Bem, não tem muito o que falar desse disco. Hardcore melódico de qualidade, boas letras (que não deixaram de abordar questões políticas, como fazia no Satanic Surfers, como também temas mais pessoais), variando entre algumas baladas, a mescla de melodia e peso ficou muito boa, até a distorção que o guitarrista usa é meio diferente, é pesada mas também dava pra uma banda de som mais leve usar, ao menos tive essa impressão ao ouvir.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Pentagram - Last Rites (2011)







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01. Treat Me Right 02:32
02. Call the Man 03:49
03. Into the Ground 04:21
04. 8 05:01
05. Everything's Turning to Night 03:18
06. Windmills and Chimes 04:32
07. American Dream 04:32
08. Walk in the Blue Light 04:59
09. Horseman 03:38
10. Death in 1st Person 04:01
11. Nothing Left 03:36
12. All Your Sins (Reprise) 00:57

O Pentagram começou a fazer seu hoje denominado Doom Metal nos anos 70, que na época devia ser classificado como Rock mesmo, como o próprio Black Sabbath gostava de ser chamado e até hoje Iommi e sua galera da nota proibida não gostam do rótulo de criadores do Metal, dizem que a intenção era fazer música de filme de terror, e é mais ou menos nessa intenção que o Pentagram faz o seu som, vindo da mesma época e contextos parecidos, a diferença é que o Pentagram continua underground, tocando em pequenos bares, nunca alcançaram um reconhecimento tão grande quanto o Black Sabbath teve.

Som direto, simples, roqueiro, com letras sobre tristeza, desilusão amorosa, recentimentos, momentos ruins da vida, acontecimentos pessoais dos integrantes, etc. A ambientação que esses caras conseguem criar é incrível, fazem uma ótima trilha para momentos introspectivos.

Se quiser saber mais sobre a banda, só bisbilhotar aqui:
http://www.metal-archives.com/bands/Pentagram

NMA!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Luta Armada - Raw Punk 4 Life (2011)








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01 - RawPunk 4 Life!
02 - Forced Self-Destruction
03 - Freedom has no Price
04 - Pogo Punx
05 - Never Trust a Fucken Punk
06 - Suburbio
07 - Still Punx, Still Poor
08 - I say no
09 - Keeping the Flames Burning
10 - Dust and Ruins
11 - Blood and Concrete

Muita gente achava que essa banda tinha acabado, mas de repente eles gritam para todos que ainda levantam a bandeira do Punk no Brasil, lançando o disco que posto aqui. Produção muito boa do disco, segundo a banda toda feita no DIY, não tenho informações mais precisas se foram eles mesmos que gravaram e mixaram mas é fato que o resultado ficou de primeira!

Não sei qual a diferença entre Hardcore e Raw Punk, pode ser alguma decisão ideológica de não utilizar o termo Hardcore para se definir, talvez por também se referir a indústria pornografica.

Ouçam, música ótima para quem gosta de som de protesto, rápido e consiso, sem frescura.