terça-feira, 31 de maio de 2011

Atlas Losing Grip - State of Unrest (2011)

01. Logic
02. Bitter blood
03. All in a days work
04. Unrest
05. Different hearts, different minds
06. Numb
07. Contemplation
08. Feed the fire
09. Closer to the end
10. Hook, line and sinker
11 Black hole
12. Voracious appetite
13. Heartsease



Ainda bem que o Rodrigo, vocalista da extinta Satanic Surfers, não parou de produzir música, pois o hardcore iria perder um dos seus compositores mais criativos, além de uma grande voz.

O ano de 2011 ja presenteia os apreciadores de Hardcore melódico, incluindo todos os ouvintos do Satanic Surfers, que deixou uma legião de fãs, inclusive aqui no Brasil. A banda passou por aqui pouco antes de encerrar suas atividades, uma pena ter perdido o show que teve em Sergipe, tão perto daqui de João Pessoa mas fiquei naquela de "próxima vez eu vou". Me fudi.

Bem, não tem muito o que falar desse disco. Hardcore melódico de qualidade, boas letras (que não deixaram de abordar questões políticas, como fazia no Satanic Surfers, como também temas mais pessoais), variando entre algumas baladas, a mescla de melodia e peso ficou muito boa, até a distorção que o guitarrista usa é meio diferente, é pesada mas também dava pra uma banda de som mais leve usar, ao menos tive essa impressão ao ouvir.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Pentagram - Last Rites (2011)







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01. Treat Me Right 02:32
02. Call the Man 03:49
03. Into the Ground 04:21
04. 8 05:01
05. Everything's Turning to Night 03:18
06. Windmills and Chimes 04:32
07. American Dream 04:32
08. Walk in the Blue Light 04:59
09. Horseman 03:38
10. Death in 1st Person 04:01
11. Nothing Left 03:36
12. All Your Sins (Reprise) 00:57

O Pentagram começou a fazer seu hoje denominado Doom Metal nos anos 70, que na época devia ser classificado como Rock mesmo, como o próprio Black Sabbath gostava de ser chamado e até hoje Iommi e sua galera da nota proibida não gostam do rótulo de criadores do Metal, dizem que a intenção era fazer música de filme de terror, e é mais ou menos nessa intenção que o Pentagram faz o seu som, vindo da mesma época e contextos parecidos, a diferença é que o Pentagram continua underground, tocando em pequenos bares, nunca alcançaram um reconhecimento tão grande quanto o Black Sabbath teve.

Som direto, simples, roqueiro, com letras sobre tristeza, desilusão amorosa, recentimentos, momentos ruins da vida, acontecimentos pessoais dos integrantes, etc. A ambientação que esses caras conseguem criar é incrível, fazem uma ótima trilha para momentos introspectivos.

Se quiser saber mais sobre a banda, só bisbilhotar aqui:
http://www.metal-archives.com/bands/Pentagram

NMA!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Luta Armada - Raw Punk 4 Life (2011)








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01 - RawPunk 4 Life!
02 - Forced Self-Destruction
03 - Freedom has no Price
04 - Pogo Punx
05 - Never Trust a Fucken Punk
06 - Suburbio
07 - Still Punx, Still Poor
08 - I say no
09 - Keeping the Flames Burning
10 - Dust and Ruins
11 - Blood and Concrete

Muita gente achava que essa banda tinha acabado, mas de repente eles gritam para todos que ainda levantam a bandeira do Punk no Brasil, lançando o disco que posto aqui. Produção muito boa do disco, segundo a banda toda feita no DIY, não tenho informações mais precisas se foram eles mesmos que gravaram e mixaram mas é fato que o resultado ficou de primeira!

Não sei qual a diferença entre Hardcore e Raw Punk, pode ser alguma decisão ideológica de não utilizar o termo Hardcore para se definir, talvez por também se referir a indústria pornografica.

Ouçam, música ótima para quem gosta de som de protesto, rápido e consiso, sem frescura.

quarta-feira, 2 de março de 2011

[Documentário] - A Jamaica Brasileira

Finalmente saiu completo no youtube, o documentário que conta um pouco sobre a história do reggae no Maranhão, considerada por muitos, se não por todos os admiradores do Reggae, a Jamaica Brasileira.


Parte 01





Parte 02




Parte 03

domingo, 27 de fevereiro de 2011

[Documentário] - Rosa de Sangue

O Documentário "Rosa de Sangue" conta a história da fábrica de discos Rozenblit, a comentada no post anterior. Engraçado que encontrei o documentário na mesma semana em que fiz a postagem sobre o disco, ainda não tinha conhecimento da existência desse vídeo. Muito enriquecedor para se conhecer um passado rico da produção fonográfica Pernambucana e Nordestina.

PARTE 01




PARTE 02

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Uma raridade empoeirada

Mais ou menos no meio do ano passado, me interessei em adquirir um toca-discos, (ou vitrola, como preferirem) e me pus a buscar por onde achei que pudesse encontrar. Andei bastante pelo centro da cidade, conversando com os vendedores de vinis da lagoa (ali no centro comercial de passagem, aonde o grande BIG BOY trabalha, na ladeira da insinuante, aonde trabalha o famoso índio e na música urbana, do tímido robério) e nada de encontrar uma vitrola que estivesse funcionando!

Não desisti, procurei nas inúmeras lojas de conserto de eletrodomésticos e quinquilharias de mangabeira, mas só encontrei vitrolas muito avariadas, que não valiam a pena comprar. Depois disso, dei uma parada nas buscas pela cidade e resolvi perguntar pros amigos e parentes se conheciam alguém que tinha uma vitrola que, depois da chegada do CD, fez com que a vitrola se tornasse apenas objeto de decoração, e consequentemente quisesse livrar-se dela. De tanto conversar sobre o assunto, a vitrola que estava nas mãos de um primo meu, que a usava somente para ouvir as músicas de seu computador, acabou sendo oferecida a mim! No outro dia mesmo levei um vinil que ja tinha aqui em casa (o Legend, do Bob Marley) para testar a pick-up (local aonde se coloca o vinil para tocar) e pegou de primeira, somzão de qualidade!

Feliz feito mendigo que ganha sopa na lagoa, transportei a vitrola para minha casa e virei de fato um humilde colecionador e ouvinte de discos. A notícia se espalhou pela família e um tio meu, que chamamos de Jóia, um nome singelo para um homem de quase dois metros de altura e voz de capitão caverna, e ele me falou que tinha uma grande quantidade de vinis encostados em sua oficina mecânica! Relutei em ir pegar esses vinis, pois imaginei que não teria nada de muito interessante, mas um dia, que precisei dos serviços mecânicos desse tio, acabei levando a pilha de mais de 60 vinis e 20 compactos pra casa.

Muito empoeirados, com as capas danificadas, rabiscadas, alguns quebrados e etc, aos poucos fui vasculhando os discos e, para minha surpresa, tinha muitos exemplares que nunca vi em nenhuma das lojas que fui e que são de ótima qualidade, como: Caetano Veloso, Gal Costa, Um tributo ao Cartola com artistas como Nelson Gonçalves, Ary Barroso, Gilberto Gil, e muuuuuitas coletâneas de novelas antigas e de nomes dos anos oitenta como Bee Gees, vinis que vinham de brinde junto com remédios da época, boleros, e alguns compactos curiosos como do Fofão e Cauby Peixoto, etc, tem de tudo!

Como eram muitos vinis, não olhei tudo de uma vez, fui ouvindo aos poucos, limpando cada um e me surpreendendo com os ótimos discos das grandes orquestras e até quatro exemplares de uma coleção de Jazz da Capitol Records, que são os mais conservados da pilha. No meio desses vinis encontrei um da famosa fábrica Pernambucana ROZENBLIT, que ja tinha lido sobre em alguns blogs, mas entrei em contato principalmente depois de conhecer o primeiro trabalho do Zé Ramalho, gravado junto com Lula Côrtes, o lendário Paêbiru.

O disco em questão se chama Carlos Piper & a Nova Geração, completamente instrumental, o disco inteiro foi arranjado e dirigido por Carlos Piper, reunindo a então nova geração de músicos de São Paulo, aonde a Rozenblit possuía filial. Estranhamente, no encarte, nem no selo, tem o seu ano de lançamento, mas na sua contra-capa tem a assinatura de "Glória" que devia ser uma amiga ou antiga namorada de meu tio, e tem a data de sua aquisição: 15/12/1968, um belo ano, sem dúvidas! É um ótimo disco, super agradável de ouvir, e para compartilhar com quem acessa o blog, gravei um vídeo de umas das músicas do LP, ouçam:



Na pilha de compactos sem capa que meu tio me presenteou, também achei um produzido pela rozenblit, que é bem curioso por possuir a marca Kama Sutra em seu selo, (talvez fosse um compacto que acompanhava um livro da kama sutra, quem sabe) contendo somente duas músicas instrumentais bem românticas, infelizmente ele está bem arranhado e preferi não registrar em vídeo, como fiz com o LP, em compensação tirei algumas fotos que você podem conferir no final do post.

Aproveito pra reproduzir aqui alguns fragmentos de texto que encontrei pela internet, que falam sobre a fábrica rozenblit e a sua importância na história da música brasileira, principalmente da música nordestina:

Fundada em agosto de 1954, no Recife, a Rozenblit foi a primeira gravadora brasileira a funcionar fora do eixo Rio-São Paulo e, em sua melhor fase, na década de 1960, chegou a controlar 20% do mercado nacional de discos e 50% do mercado regional. Naquela época, seus dois selos (Mocambo e Artistas Unidos - AU) levaram às paradas de sucesso artistas como Jorge Ben, Johny Alf, Martinha, Bob de Carlo e outros. Além de praticamente toda obra dos compositores pernambucanos Nelson Ferreira e Capiba, a Rozemblit também gravou artistas como Monarco e Cartola e foi a primeira no Brasil a produzir discos de samba-enredo, ciranda, maracatu e carimbó.

Em 1966 uma grande enchente destruiu um terço das instalações da Rozenblit. A partir daí a fábrica entrou em processo de decadência. Duas outras enchentes - 1970 e 1975 – decretariam o fim da lendária fábrica de discos. A história da produção fonográfica do Brasil tem na Fábrica de discos Rozenblit um dos mais importantes capítulos.

Para mais info sobre a vida de José Rozenblit e sua fábrica:
http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Jos%C3%A9+Rozenblit&ltr=j&id_perso=682

Aqui vão algumas fotos dos discos (clique para ampliar):





segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

OFF! - First Four EPs (2010)


01 - Black Thoughts
02 - Darkness
03 - I Don't Belong
04 - Upside Down
05 - Poison City
06 - Now I'm Pissed
07 - Killing Away
08 - Jeffrey Lee Pierce
09 - Panic Attack
10 - Crawl
11 - Blast
12 - Rat Trap
13 - Fuck People
14 - Full of Shit
15 - Broken
16 - Peace in Hermosa


Nova banda do vocalista do Circle Jerks, Keith Morris. Também foi o primeiro vocalista do Black Flag.